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Blog Memorial Park

Aceite os desencontros

Avaliação do Usuário

Há questões do dia a dia cuja resolução só depende de sua vontade. A formidável bagunça da gaveta de sua mesa de trabalho pode ser corrigida, sem dramas, desde que você aproveite um dia em que as coisas estejam mais calmas para fazer a arrumação.

Essa é a exceção e não a regra. Na maioria dos casos, mesmo pendências simples, para serem liquidadas, exigem disponibilidade e cooperação de terceiros, através da sintonia de sua agenda com a de uma ou mais pessoas.
Quem disso se esquece, expõe-se a aborrecimentos do tipo passar pelo local de trabalho ou pela casa de alguém com quem precisa conversar, sem um acerto prévio, e descobrir que naquele dia a pessoa não foi trabalhar ou viajou a negócios, sem data certa de retorno.
Ruminar a frustração pelo resto do dia, em casos assim, é pura perda de tempo. Você teve inúmeras ocasiões anteriores de conversar com aquela pessoa, que raramente se ausenta de casa ou do trabalho, não cuidou de conferir se hoje ela estaria disponível e terminou procurando-a numa de suas raras ausências. Aceite o inconveniente com naturalidade e deixe o assunto para ser resolvido mais à frente, tendo agora o cuidado de agendar o contato.
Superdimensionar desencontros é um desperdício de tempo e energia emocional e promove uma desnecessária exposição de imaturidade no trato com os aborrecimentos.
Geraldo Bonadio

Jornalista

Tenha um coração luminoso

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Em seu caminho, você pode encontrar pessoas mesquinhas que, ao analisarem a conduta dos outros, encontram, até mesmo no mais desprendido dos gestos ou na mais generosa das palavras, alguma coisa de ruim, algum tipo de segunda intenção.

Elas sempre vão encontrar, em suas ações, alguma coisa merecedora de censura ou reprovação.
Jamais permita que isso o abata ou reduza o seu entusiasmo pelas causas em que se empenha. Lembre-se de que a maldade não está dentro de você e sim no coração daqueles que atribuem a si mesmos os poderes simultâneos de promotor, juiz e carrasco do mundo.
Essa gente, o critica, difama e condena porque, se estivesse na sua pele, faria tudo aquilo que, mentirosamente, dizem que você faz. Quem usa cuida - ensina a sabedoria popular.
Siga em frente tranquilo. Continue a abraçar e apoiar boas iniciativas, sem buscar proveito próprio, faça do agir generosamente a fonte de sua alegria e deixe que os maledicentes se afoguem em seu próprio fel.
Preocupe-se, isto sim, se em algum momento de sua vida, começar a ver defeitos e não qualidades em tudo aquilo que os outros fazem. Isso sugere que você está correndo o risco de imitar as condutas mais censuráveis de seus adversários.
Em situações assim, tome a peneira do bom senso, passe por ela a conduta do outro e separe os gestos efetivamente mal intencionados das atitudes e palavras corretas que não merecem condenação e sim apoio.
Aquele que sempre luta pelo bem e não nega aplauso a quem o pratica tem, dentro de si, um coração feliz que leva luz, calor e entusiasmo a tudo e todos aqueles que têm a ventura de viver ao seu redor.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Passe a bola

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O que faz de um grupo de jogadores de futebol um time vencedor não é, necessariamente, a qualidade de cada um de seus integrantes e nem mesmo a soma do potencial de todos eles. O que os torna campeões é o empenho de todos eles em construir uma equipe vencedora que busca, sem desânimo, a vitória final.

É quase impossível a um atleta, recebendo a bola em sua própria área, levá-la, sem ajuda de seus colegas, até a meta adversária e marcar o gol. O que o torna um craque é a capacidade de, numa fração de segundo, antever as possibilidades de um ataque vitorioso e lançar, com sucesso, a bola em direção ao companheiro em condições de armá-lo.
Segurar a bola consigo, pelo receio de que o colega que a receberá execute uma grande jogada, finalize e faça o gol, só gera desastres. Aquele que a retém acaba sendo desarmado, o que permite que o time oponente avance e se coloque em vantagem no placar.
O egoísmo burro produz um insucesso atrás do outro. Já a vitória resulta da cooperação bem executada. O entrosamento e a confiança mútua possibilitam armações bem projetadas, jogadas que desestruturam defesas e, por fim, coloca o atacantes frente a frente com o goleiro e em condições de fazer a rede balançar.
Quem não consegue cooperar com os colegas que envergam a mesma camisa não tem habilidade atlética suficiente para estar em campo ou, pior ainda, possui qualidades mas é incapaz de triunfar sobre a própria insegurança. Faria melhor trocando de equipe ou abandonado o esporte, que não é para gente imatura e sem confiança em si mesmo.
Só vence na vida quem, antes de mais nada, é capaz de controlar a si mesmo e ver, na interação com os companheiros, não uma ameaça e sim uma extraordinária possibilidade de crescimento individual e coletivo.
Geraldo Bonadio
Jornalista

A esperança aposta na luta

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Em muitos momentos da vida você pode ser chamado a participar de lutas por objetivos que, naquele momento, ninguém pode garantir que serão vitoriosos: reintegrar à família e à sociedade pessoas que se deixaram escravizar pela droga, restaurar a seriedade da atividade política em seu país ou numa parte dele, acrescentar qualidade e eficiência ao sistema educacional, extirpar a impunidade, construir uma sociedade mais justa.

Cada iniciativa, nesse e em outros terrenos assemelhados, com certeza vai lhe dar muita canseira, exigir grande dedicação e testar a cada momento os seus padrões de integridade, colocando diante tentações as mais diversas, sem lhe oferecer qualquer garantia palpável de que, ao final de todos os combates em que vai se envolver, será confortado pelo sorriso da vitória.
Tais chamamentos, porém, despertam aquilo que de melhor existe em seu mundo interior – a esperança - e ela o leva a permanecer firme em sua posição.
O poeta checo Vaclav Havel, oposicionista histórico do regime comunista e criador da República Checa, explica que a esperança não se enraíza na convicção de que tudo vai sair bem e sim na certeza de que a meta que se procura atingir faz sentido e justifica sua dedicação à causa.
Vitoriosa ou não, esse tipo de luta faz de você uma pessoa melhor, centrada em seus valores e contribui, de imediato ou no médio prazo, para melhorar o mundo em que vivem você, sua esposa e seus filhos e preserva a sua lembrança como a de alguém que não titubeou em combater o bom combate.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Quando a pressão é demais...

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Candidato único à Presidência da República em 1926, o ex-governador de São Paulo Washington Luís não conseguiu repetir a façanha ao longo de seu mandato, unificando as forças políticas em torno do paulista Júlio Prestes, que o sucedera em São Paulo e que ele queria que o sucedesse também na Presidência. Chegou próximo do objetivo: os Partidos Republicanos de 18 estados apoiaram Júlio Prestes. Entretanto, três deles – Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba – ficaram na oposição e lançaram a Presidência o governador gaúcho, Getúlio Vargas.

O rito da Velha República previa que os candidatos a Presidente anunciassem suas candidaturas e lessem seus programas num banquete na capital do país.
Em atrito com Vargas, Washington Luís resolveu dificultar a convenção da Aliança Liberal. Orientou hotéis e clubes do Rio a não alugar ou ceder espaço à reunião oposicionista – e conseguiu que isso ocorresse.
Aí, Vargas optou pelo inesperado. Cancelou o banquete e marcou a leitura do programa de governo para um comício em praça pública, precedido de uma chegada apoteótica, um grande evento de rua que mobilizou milhares de cidadãos. Obteve, assim, repercussão bem maior do que teria com um lançamento tradicional.
É inevitável, no dia a dia, que seus interesses se atritem com os de concorrentes ou adversários. Enfrente-os com firmeza, sem perder o senso de proporção. Evite que discordância de pequeno porte vire um combate de vida ou morte.
Parafusos exageradamente pressionados, espanam e não cumprem mais seu papel de fixação. Emparedar o adversário, fechando-lhe todas as saídas, o levar a criar caminhos surpreendentes, que mudam derrotas em vitórias.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Valorize a pausa

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A questão está na mesa e os interlocutores divergem. Em situação assim, você pode se sentir tentado a falar ininterruptamente, amontoar argumento sobre argumento e elevar o tom de voz, sem dar ao tempo ao metralhado pelas suas palavras de ponderar, examinar suas razões, confrontá-las com seu próprio entendimento e caminhar rumo a um ajuste.

Comunicação, palavra da qual se usa e abusa, tem uma origem bonita e um sentido que, em um número enorme de situações, nos escapa. Ela vem de comunhão e sinaliza a busca de que as pessoas envolvidas no diálogo de sobrepor suas respectivas razões, definir área em que elas coincidem e estabelecer uma concordância inicial.
O entendimento entre os que se estimam e se conhecem não raro prescinde até de palavras. A sintonia pode se estabelecer por um olhar ou um gesto, dispensando uma exposição longa como voto de ministro do Supremo.
Em compensação, dois perfeitos estranhos que se encontram no elevador raramente conseguem ir além de uma troca de opiniões sobre o calor que está fazendo ou a chuva que pode cair.
A maioria das pessoas – diz o dramaturgo Nelson Rodrigues - imagina que o importante, no diálogo, é a palavra. Engano, e repito: – o importante é a pausa. É na pausa que duas pessoas se entendem e entram em comunhão.
Não use a palavra como uma metralhadora giratória a disparar projéteis em velocidade adoidada. Você não quer destruir seu interlocutor. Quer leva-lo a considerar sem animosidade as suas propostas e, melhor ainda, trazê-lo para o seu lado.
Baixe o tom de voz. Exiba uma face serena e não um rosto crispado. Fale com vagar, sem pressa de colocar todas as cartas na mesa. Nesse ritmo humanizado, o entendimento, afinal, encontra espaço e tempo para brotar.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Quem lidera corre riscos

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Durante a Guerra do Paraguai, a heroica resistência oferecida pelos paraguaios, na ponte de Itororó, levou, em determinado momento, o Exército brasileiro a um ponto muito próximo da debandada. A vacilação justificava-se. Os soldados haviam visto vários dos seus melhores generais ultrapassarem a ponte, liderando grupos de combatentes, apenas para serem mortos ou gravemente feridos ao fazê-lo.

É então que Caxias, o comandante em chefe, então com 65 anos – idade avançada para a época -, desembainha a espada, cavalga para a linha de frente e arremete contra a força adversária, clamando: -Sigam-me os que forem brasileiros! Seu exemplo arrasta os soldados que levam de vencida a resistência, tomam a ponte e triunfam num dos mais sangrentos combates da Guerra Grande.
Nem sempre isso acontece. Conta o historiador José Aleixo Irmão que, na Revolução de 1932, Nuporanga, sua terra natal foi visitada por um entusiástico orador, cuja tarefa era a de encorajar a mocidade local a alistar-se no Exército Constitucionalista. Este encerrava suas vibrantes perorações com um lema bastante ambíguo: Alistemo-nos e vão!
É fácil e indolor empurrar os outros para o sacrifício, sem partilhar da luta pela causa em que se diz acreditar. Mas só quem, de forma decidida, divide os riscos e sacrifícios do ideal abraçado com as pessoas que esperam tornar outros tantos lutadores, merecem ser ouvidos, acatados e seguidos.
A maioria das coisas em que acredita, as metas que persegue, as lutas em que se envolve em sua vida pessoal, familiar ou profissional, você não as aprendeu ouvindo discursos a respeito de como são essenciais. Passou a valorizá-las vendo e sentindo o quanto eram importantes para os seus pais, seus irmãos e outras pessoas cujas condutas fazem vibrar as cordas mais sonoras do seu coração.
E é pelas suas atitudes, aceitando ou rejeitando possibilidades que a vida coloca ao seu alcance, conforme as julgue dignas ou não de seu apoio, que ensinará seus filhos a acreditar nelas e empenhar-se para torna-las realidade.
Vão vocês que eu fico aqui pregando é uma exortação frouxa. Não move ninguém, ao contrário de um convite firme e direto do tipo: - Vamos juntos!
Geraldo Bonadio
Jornalista

Sua escolha faz toda a diferença

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E aí, na sua frente, o caminho se bifurca e obriga a se decidir entre este e aquele rumo.

As diferenças entre ambos não são muitas, mas as evidências são muitas de que a grande maioria dos que por aqui transitaram, anteriormente, escolheram um deles. As marcas que nele deixaram o atestam.
Não haverá tempo para percorrer os dois e as chances de que futuramente possa retornar à encruzilhada e tomar o outro rumo são bem poucas. Um caminho leva a outro, que leva a outro – de tal modo que a chance de retorno é praticamente nenhuma. A escolha, pois, faz toda a diferença.
Acha difícil conservar seus valores, preservar sua integridade, viver uma vida alicerçada em escolhas livres em vez de apenas fazer “o que todos estão fazendo? ” Fique com a trilha menos batida. Ela lhe concede a possibilidade de agir segundo seu coração e seu entendimento, em vez simplesmente imitar condutas alheias.
Os valores que fazem de você uma pessoa melhor a cada dia – a lealdade, a honestidade, a dedicação ao trabalho sério, o não se entregar de mãos atadas ao álcool ou à droga – somente estão ao alcance de quem tem coragem de se apartar da estrada batida para a qual grande número de pessoas – inclusive amigos e conhecidos – estão se deixando levar.
Ser dono da própria vida, fazer suas próprias escolhas, separar o que realmente deseja daquilo que aceita apenas por receio de desagradar os outros é a única maneira de provar essa coisa preciosa que é a independência.
Só quem suporta o tranco de, por vezes, estar em minoria tem direito à alegria incomparável de viver em paz consigo mesmo.
Geraldo Bonadio
Jornalista

A arte de distensionar

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Ao abrir seus olhos, pela manhã, você sempre é colocado numa situação de escolha: pode mergulhar, ainda uma vez, nas mágoas e insucessos antigos ou, deixando-os de lado, viver o dia que começa como uma realidade nova, aproveitando as oportunidades que ele lhe oferece de buscar objetivos inovadores e soluções mais eficazes para as dificuldades que vêm travando sua marcha e, desse modo, delinear projetos novos e mais satisfatórios para a sua vida.

Considere, seriamente, a possibilidade de romper com a mania de ajuntar mais do mesmo. Substitua a cara feia, relaxe as marcas da expressão, encha os pulmões com o ar fresco da manhã e empenhe-se em caminhar com ânimo rumo a um horizonte diverso.
Seja mais acolhedor em relação às pessoas que o cercam nos diferentes cenários pelos quais irá transitar nas próximas horas: a casa, a escola, o ambiente de trabalho. Mostre-se mais propenso a ouvir com atenção, em vez de cortar a manifestação do outro assim que ele começa a falar. Imprima um toque cordial às suas respostas, de tal forma que aquele que conversa consigo sinta-se motivado a desarmar-se. Evite quanto for possível as palavras ríspidas, a ironia e o sarcasmo e é quase certo que conseguirá, mais facilmente, obter o apoio e a colaboração dos que convivem consigo.
Sua decisão de viver o hoje com uma atitude diferenciada não solucionará, magicamente, os problemas de relacionamento acumulados ao longo dos anos. Permitirá, entretanto, que suas conversações fluam de forma menos acidentadas, aqueles que o ouvem tendam mais a concordar que a divergir de você e a expressem suas eventuais discordâncias de um modo que facilite, em vez de complicar, futuros entendimentos.
Assim, ao encerrar este dia, você se surpreenderá ao descobrir que sua carga de mágoas e insucessos está um pouco menor e sua passagem para o repouso e o sono noturno se fará de maneira mais suave e agradável – indicadores importantes de que, amanhã pela manhã, será mais fácil prosseguir o avanço rumo à compreensão e ao distensionamento interior.

Geraldo Bonadio
Jornalista

Quem vê os pulos

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O mundo vive cheio de pessoas convictas de que estariam mais felizes e realizadas se lhes fosse dado viver como fulano, ter um corpo igual ao de beltrano, os bens material de sicrano, a popularidade deste ou daquele astro da TV e assim por diante. Dominadas por esse anseio de serem diferentes do que são, se esquecem de desenvolver as próprias qualidades e de alcançarem o nível de sucesso, realização e prosperidade que seus próprios dons lhes permitiriam alcançar e que, com frequência, não é pequeno.
Pouco sabemos da vida dos que convivem conosco neste ou naquele ambiente e menos ainda daqueles a quem conhecemos apenas por ouvir falar e segundo as narrativas, melhoradas ou pioradas, da mídia e das redes sociais. Como escreveu o poeta Raimundo Corrêa, num de seus sonetos mais famosos: “Quanta gente que ri, talvez existe, / cuja única ventura consiste/ em parecer aos outros venturosa! ”
Sua vida tem sido marcada por dificuldades? A de todas as demais pessoas também – ainda que os obstáculos por elas enfrentados sejam de outra natureza. Tem passado por muitas situações difíceis? Veja a questão por outro lado: se continua vivo e peleando é porque conseguiu afirmar-se como um combatente, capaz de vencê-las e seguir em frente.
Vez por outra ficamos sabendo que alguém, dono de grande fortuna ou de um poder político imenso, sucumbiu, vitimado por uma depressão que, há muito, corroía seu mundo interior ou foi denunciado à autoridade pela maneira fraudulenta como construiu os alicerces de seu viver que, de uma hora para outra desabaram.
Não existe ventura maior que a do homem comum que, como o personagem da composição de Caetano Erba, pode, voltando os olhos para os caminhos que percorreu na vida, dizer: “Assim, enfrentando o trabalho duro, / eu fiz o futuro sem violar a lei. ”
Encare os desafios como chances para crescer como pessoa e como profissional, alegre-se com os bens conquistados retamente e veja, neles, o prenúncio de novas venturas.
Ensina o ditado caipira: “Quem vê os pulos, não vê os tombos. ” Se você, apesar das quedas, continua a ensaiar novos pulos e a avançar, é um lutador vitorioso. Tem sabido converter cada insucesso numa chance de, na próxima, fazer melhor, por isso, deve alegrar-se por ser quem é e viver com entusiasmo sua própria vida, sem copiar ninguém.
Geraldo Bonadio
Jornalista

A manipulação é odiosa

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Uma das constatações mais amargas que alguém pode fazer, ao navegar através de um mar agitado, é se dar conta de que a aparente generosidade do amigo, que se propôs a auxiliá-la, escondia uma sórdida tentativa de ingerir-se em sua vida e ditar os rumos dela.

Precavenha-se para não cair no mesmo erro. Faça o quanto estiver ao seu alcance para cooperar com quem procurou seu socorro, mas nunca se imiscua na vida de quem não pediu sua colaboração.
Toda pessoa tem o sagrado direito de optar pelo enfrentamento individual de suas dificuldades, ainda que isso lhe custe grandes sacrifícios, se entendem que esse é o preço para preservar coisas que, aos seus olhos, são mais valiosas: a autoestima, a intimidade e a independência.
As escalas de valores variam de um ser humano para outro. A disposição de buscar e receber ajuda também. O combatente solitário se expõe a riscos maiores e sofre mais para adquirir um nível de sapiência que poderia alcançar com menos padecimentos, se permitisse que outros o auxiliassem. Mas essa é uma escolha que só a ele cabe fazer.
É louvável ter boas intenções e dispor-se a partilhar experiências com o outro. Impor uma coisa e outra aos demais, contra vontade deles, degrada a generosidade que deve animar tais atitudes. E aí geram no destinatário reações de humilhação e ressentimento contra a invasão do seu mundo interior.
Tenha sempre palavras de encorajamento, apoio e admiração pela coragem com que as pessoas ao seu redor enfrentam e tentam resolver os seus problemas. Mas não encare o bom ânimo com que elas recebem tais manifestações como uma carta branca para assumir o planejamento e controle de suas vidas.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Martelinho de ouro

Avaliação do Usuário

Nada é mais contrário à boa convivência entre as pessoas do que a injustiça. No ambiente de trabalho, no lar e na sociedade, se concedemos a alguns o direito de agir como lhes apraz e cobramos de outros plena obediência às determinações recebidas, o ambiente deteriora-se rapidamente e logo teremos uma situação de todos contra todos, na qual nada se consegue realizar de maneira satisfatória. Por isso mesmo, pau que bate em Chico também bate em Francisco. Ou seja, as obrigações valem para todos, indistintamente.

O rio da justiça é daqueles que correm mansamente, sem transbordamentos ou cachoeiras. Banha e fecunda suas margens, criando condições para que a vida ali floresça e dê origem a frutos e flores, pois justiça e misericórdia são se irmanam na criação da convivência fraterna.
Qualquer que seja o instrumento destinado a restaurar a ordem, num cenário tumultuado pela indisciplina ou pela obediência, aquele que o maneja deve utilizá-lo como uma ferramenta delicada, que corrige excesso e nivela desigualdades injustificáveis, não como quem, de chicote em punho, espanca, fere e espalha sofrimento.
O martelinho de ouro, funileiro a quem se entrega um carro que, tendo sofrido um acidente leve, perdeu a harmonia e a beleza de suas linhas, em determinados pontos da carroceria, não vai batendo na carcaça a ser restaurada a torto e a direito. Age, isto sim, com suavidade e precisão.
Estuda cuidadosamente cada ponto que deve receber algum impacto e define com precisão a força a ser aplicada – e assim produz o milagre de eliminar as machucaduras que desfiguraram o auto acidentado.
Se assim age o profissional com a realidade inanimada de um veículo, muito maior deve ser a nosso cuidado ao lidarmos com sentimentos humanos, com sensibilidades que tendem a amplificar o impacto de uma palavra ríspida ou a dor gerada por uma ofensa.
Reclame relacionamentos justos e respeitosos, definindo doses equilibradas de justiça e misericórdia e conseguira, daqueles a quem comanda, resultados que excederão as suas melhores expectativas.
Geraldo Bonadio
Jornalista

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