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27A questão está na mesa e os interlocutores divergem. Em situação assim, você pode se sentir tentado a falar ininterruptamente, amontoar argumento sobre argumento e elevar o tom de voz, sem dar ao tempo ao metralhado pelas suas palavras de ponderar, examinar suas razões, confrontá-las com seu próprio entendimento e caminhar rumo a um ajuste.

Comunicação, palavra da qual se usa e abusa, tem uma origem bonita e um sentido que, em um número enorme de situações, nos escapa. Ela vem de comunhão e sinaliza a busca de que as pessoas envolvidas no diálogo de sobrepor suas respectivas razões, definir área em que elas coincidem e estabelecer uma concordância inicial.
O entendimento entre os que se estimam e se conhecem não raro prescinde até de palavras. A sintonia pode se estabelecer por um olhar ou um gesto, dispensando uma exposição longa como voto de ministro do Supremo.
Em compensação, dois perfeitos estranhos que se encontram no elevador raramente conseguem ir além de uma troca de opiniões sobre o calor que está fazendo ou a chuva que pode cair.
A maioria das pessoas – diz o dramaturgo Nelson Rodrigues - imagina que o importante, no diálogo, é a palavra. Engano, e repito: – o importante é a pausa. É na pausa que duas pessoas se entendem e entram em comunhão.
Não use a palavra como uma metralhadora giratória a disparar projéteis em velocidade adoidada. Você não quer destruir seu interlocutor. Quer leva-lo a considerar sem animosidade as suas propostas e, melhor ainda, trazê-lo para o seu lado.
Baixe o tom de voz. Exiba uma face serena e não um rosto crispado. Fale com vagar, sem pressa de colocar todas as cartas na mesa. Nesse ritmo humanizado, o entendimento, afinal, encontra espaço e tempo para brotar.
Geraldo Bonadio
Jornalista

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