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Blog Memorial Park

Martelinho de ouro

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21Nada é mais contrário à boa convivência entre as pessoas do que a injustiça. No ambiente de trabalho, no lar e na sociedade, se concedemos a alguns o direito de agir como lhes apraz e cobramos de outros plena obediência às determinações recebidas, o ambiente deteriora-se rapidamente e logo teremos uma situação de todos contra todos, na qual nada se consegue realizar de maneira satisfatória. Por isso mesmo, pau que bate em Chico também bate em Francisco. Ou seja, as obrigações valem para todos, indistintamente.

O rio da justiça é daqueles que correm mansamente, sem transbordamentos ou cachoeiras. Banha e fecunda suas margens, criando condições para que a vida ali floresça e dê origem a frutos e flores, pois justiça e misericórdia são se irmanam na criação da convivência fraterna.
Qualquer que seja o instrumento destinado a restaurar a ordem, num cenário tumultuado pela indisciplina ou pela obediência, aquele que o maneja deve utilizá-lo como uma ferramenta delicada, que corrige excesso e nivela desigualdades injustificáveis, não como quem, de chicote em punho, espanca, fere e espalha sofrimento.
O martelinho de ouro, funileiro a quem se entrega um carro que, tendo sofrido um acidente leve, perdeu a harmonia e a beleza de suas linhas, em determinados pontos da carroceria, não vai batendo na carcaça a ser restaurada a torto e a direito. Age, isto sim, com suavidade e precisão.
Estuda cuidadosamente cada ponto que deve receber algum impacto e define com precisão a força a ser aplicada – e assim produz o milagre de eliminar as machucaduras que desfiguraram o auto acidentado.
Se assim age o profissional com a realidade inanimada de um veículo, muito maior deve ser a nosso cuidado ao lidarmos com sentimentos humanos, com sensibilidades que tendem a amplificar o impacto de uma palavra ríspida ou a dor gerada por uma ofensa.
Reclame relacionamentos justos e respeitosos, definindo doses equilibradas de justiça e misericórdia e conseguira, daqueles a quem comanda, resultados que excederão as suas melhores expectativas.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Acumulação exaustiva

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Há quem passe a vida acumulando coisas inúteis: um utensílio doméstico que se quebrou e cujo conserto, se algum dia vier a ser feito, certamente exigirá gasto maior que a compra de um modelo mais recente; um jornal velho, a ser lido algum dia, que somado a outros tantos, igualmente antigos, vem ocupando, dentro de casa, um espaço que poderia ser melhor utilizado; uma roupa que, supostamente, voltará a ser usada no dia em que sua cintura, afinal de contas, se reduzir.

Que tal livrar-se dessa tralha inútil, arejar a casa e diminuir, drasticamente, o número de coisas que você, supostamente, precisa “administrar”? Você ganhará espaço e, daqui a alguns dias, vai se lamentar apenas por não haver tomado antes a decisão de descartar o que há muito não servia serve para nada.
Inventarie hoje os trecos que atulham suas gavetas, estantes e armários e, por vezes, se derramam pelos corredores de sua casa. Verá que o número das velharias que de algum modo se vinculam com um momento afetivamente importante sua vida são relativamente poucos. As demais, carecem de importância e podem e devem desatravancar o seu ambiente.
A acumulação compulsiva é uma mania pouco saudável da qual todos nós precisamos nos livrar, até para não nos descobrirmos, um dia, reféns de cacarecos que nos condenamos a guardar, pelo resto da vida, sem motivo e sem razão.
Faça a alegria um museu, de uma biblioteca comunitária, de uma associação de ajuda aos carentes, dos organizadores de um bazar beneficente libertando-se das inutilidades. Use generosamente os ecopontos, o cata trecos e o serviço de limpeza urbana para se libertar do que nem pode ser doado.
Sua casa ganhará amplitude, seu espírito se desanuviará e você viverá melhor consigo mesmo e com os outros.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Descubra o melhor de si

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19Nenhuma raposa manca quando os cachorros a perseguem - ensina um provérbio dos camponeses chilenos.

Ideia semelhante é manifestada por ditos populares de muitos povos que, em diversas línguas, nos lembram que, quando a necessidade surge, a pessoa se obriga a dar o melhor de si. Em meio às aflições, descobre ser capaz de fazer coisas melhores e mais numerosas do que antes imaginava.
Em vez de esperar que os imperativos da vida o obriguem a melhorar seu desempenho e a utilizar plenamente os dons que Deus lhe deu, encare cada novo dia como uma possibilidade a mais que a vida lhe oferece para inovar e dar maior qualidade àquilo que faz, tanto na atividade profissional ou na vida familiar e social.
Permanecer na sua zona de conforto, sem inquietações ou busca de melhorias em seus padrões, estacionado à margem dos caminhos da vida, é uma atitude perniciosa para indivíduos, empresas e países. Quem se julga acima e além da concorrência corre o risco de ser ultrapassado por adversários dispostos a acordar mais cedo, trabalhar mais tempo e buscar padrões superiores de qualidade.
Há algumas décadas ninguém acreditava que os japoneses pudessem produzir carros melhores que os norte-americanos – e a seguir vendê-los nos Estados Unidos - ou que os chineses pudessem ser tornar competitivos em matéria de informática. Do mesmo modo, jamais ocorreu aos brasileiros que os cafés da Colômbia viessem a ser tornar o padrão de qualidade no mercado internacional, arrebatando a posição que um dia foi nossa.
Isso vale, também, no plano das relações pessoais.
Você nunca tem tempo para os seus amigos? Não estranhe se eles buscarem outras pessoas mais dispostas a ouvi-los e a partilhar ideias, planos e sentimentos. Os compromissos profissionais, grupais ou de qualquer outro tipo o estão impedindo de aprofundar a convivência com seu cônjuge ou com seus filhos? Não se queixe quando, de repente, descobrir que sua família se desagregou.
Aprenda a fazer de cada momento uma oportunidade de autodescobrimento, melhoria pessoal e profissional e elevação da qualidade de relacionamento com aqueles que o cercam. Se assim agir, movimentar-se-á pelos caminhos da vida sem coxear e sem necessidade de ter cães ferozes em seu encalço.
Geraldo Bonadio
Jornalista

O excesso é sempre ruim

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18Você está ao volante do seu carro, numa cidade que visita pela primeira vez e cuja sinalização de trânsito não é das melhores. Aí, chega a um ponto em que não sabe o que fazer. Seguir em frente? Dobrar à esquerda? Dobrar à direita? Na dúvida, resolve pedir informação ao frentista de um posto de combustíveis.
O profissional, prestativo, se dispõe a ajuda-lo. Só que, detalhista, em vez de responder diretamente à sua indagação, inicia uma pequena palestra para fornecer-lhe uma visão básica sobre o sistema viário da cidade – coisa que não lhe interessa e para qual não tem tempo. Resultado: apesar de gentil, acaba por tortura-lo, despejando em seus ouvidos uma enxurrada de informações desnecessárias.
A concisão é uma virtude. Indagado sobre um assunto qualquer, forneça àquele que o interrogou o dado pedido, sem se alongar. Se o perguntante quiser detalhar este ou aquele aspecto, fará nova pergunta. Desse modo, você demonstra acolhimento e boa vontade sem soterrar o interlocutor sob um palavrório desnecessário.
Quando, ao cruzar na rua com um amigo que não vê há algum tempo, indaga dele o que tem feito, você espera uma resposta de alguns segundos e não uma preleção de meia hora sobre as atividades que desenvolveu nos últimos cinco anos.
Se seu filho pede ajuda para um ponto específico de seu dever escolar, dê-lhe o auxílio solicitado, mas não tente reprisar o programa que ele vem cursando no semestre. Se a sua explicação for longa em demasia, ele não absorverá a informação específica de que tem necessidade. Se, à frente, estiver às voltas com outra dificuldade, evitará procurar o seu auxílio.
Excessos e exageros sempre atrapalham. Se você só consegue reservar de 10 a 15 minutos para ler o jornal, não adianta assinar vários deles e mais algumas revistas. Todas essas publicações irão se amontoando na sala ou no escritório. O que deveria ser uma atualização prazerosa acaba se convertendo num fator de estresse.
Excessos e exageros são sempre ruins – mesmo quando têm, na sua origem, as melhores intenções.

Geraldo Bonadio
Jornalista
Texto exclusivo para o Memorial Park

Use o prazo a seu favor

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17Os prazos a cumprir atormentam sua vida? Que tal dar a eles um significado novo e convertê-los numa garantia de serenidade no cumprimento de seus deveres?

Comece por admitir que não há como livrar-se deles. Os prazos – também chamados de datas finais ou dead lines - cumprem funções indispensáveis a você, às demais pessoas e às empresas ou organizações com que se relaciona. A existência de um prazo lhe permite reclamar quando a oficina demora mais que o prometido na revisão do seu carro ou o entrega a você sem eliminar aquele barulho que o incomoda há semanas. Ele cria, em seu benefício, uma situação bem diversa daquela em que um amigo com conhecimentos de mecânica automobilística fica de “dar uma olhada” no veículo para identificar o problema e ver o que pode ser feito.

Como uma moeda, o prazo tem dois lados. O setor de recursos humanos da empresa em que trabalha está reclamando a entrega de um certificado de conclusão da faculdade. Só que você está devendo a ela a entrega do trabalho de conclusão de curso. Como não atendeu àquela obrigação, não tem como exigir da escola o fornecimento do documento que o RH está cobrando...

O combinado não é caro. Antes de aceitar um prazo, examine sua agenda profissional e pessoal. Evite o acúmulo de dois ou mais afazeres em datas semelhantes ou muito próximas uma da outra. Se não for possível negociar um novo prazo, tente renegociar aquele – ou aqueles - que já assumiu. Se nada puder ser feito, reorganize a própria vida. Durante certo tempo, terá de reduzir as horas de lazer ou de sono e fazer serões.

Recebeu uma nova incumbência? Troque-a em miúdos e defina, de pronto, as etapas necessárias à sua realização e o tempo em que podem ser completadas sem protelações ou atropelos. Deixe sempre uma margem de segurança, para absorver os imprevistos. Evite o otimismo excessivo ao aceitar compromissos. Aqueles a quem agrada ao prometer completar um serviço em tempo curto demais serão implacáveis quando verificarem que suas expectativas não se concretizarão.

O trabalho vai ser feito por uma equipe de subordinados? Distribua as obrigações, escolha os responsáveis por elas e verifique se poderá contar com eles. Se o filho de algum deles estará se casando na semana prevista, se ele programou férias com a família ou irá submeter-se a um procedimento médico há muito agendado, nada feito. Examine, também, se as máquinas, peças e materiais que serão utilizados estarão disponíveis no momento certo. Caso todos esses fatores não puderem ser harmonizados, refaça a programação, prevenindo interrupções indesejadas.

Alguns passos na realização da tarefa terão, como pré-requisito, a conclusão de uma outra. Parte deles poderão ser dados, por diferentes grupos, de maneira simultânea. Gerencie adequadamente tal possibilidade e crie uma folga adicional no cronograma. Isso sempre é positivo e reduz estresse seu e das diferentes turmas.

No momento inicial você tem condições de ajustar o cronograma ao calendário. Determine o que deve ser iniciado na data prevista e o que pode ser feito com antecedência, sem comprometer o fluxo de caixa ou imobilizar recursos por tempo superior ao desejável.

Com as devidas adaptações e ajustes, esse esboço genérico de planejamento pode ser aplicado tanto a tarefas pessoais – obrigatórias ou de lazer – quanto a compromissos profissionais. Essas propostas amplas, uma vez detalhadas, facilitam a programação de uma feijoada para a família, a feitura de um relatório ou a montagem de um trabalho de conclusão de curso.

Ao definir um cronograma, identificar os materiais necessários, checar a compatibilidade das sub tarefas e encontrar o custo de tudo isso, estará ampliando as condições de garantir que tudo seja feito sem sufocos, com o melhor nível de qualidade e sem gambiarras ou improvisações.

Dessa maneira, nos limites do possível, converterá um foco de preocupações e aborrecimentos em algo prazeroso e estimulante, reforçará sua autoconfiança e dará um upgrade em sua imagem.

Geraldo Bonadio
Jornalista

A atenção é o caminho que leva ao sucesso

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16Para alcançar o sucesso é essencial que você se coloque por inteiro naquilo que faz, concentrando-se plenamente na tarefa da vez, sem mais se preocupar com a que já deu por encerrada ou com a virá a seguir. Mantenha o foco na situação da qual está cuidando agora ou na pessoa que se acha à sua frente.

A atenção toma diferentes formas, segundo a natureza do seu trabalho, de suas relações pessoais e profissionais e de cada um de seus interesses.

A enfermeira, ao ministrar aos hospitalizados a medicação prescrita para cada um, deve evitar qualquer distração. Do contrário, corre o risco de dar a este o remédio daquele e de reduzir ou aumentar a dosagem prevista. Remédio errado prejudica; em quantidade insuficiente não produz efeito desejado; em dose exagerada pode matar quem esperava ser curado.

Ocorrências desse tipo ou assemelhadas – uso incorreto de equipamentos, descuidos causadores de infecção hospitalar – foram, em 2016, a segunda causa de óbitos em hospitais públicos e particulares no Brasil, superando as mortes geradas pela violência urbana e acidentes de trânsito, só ficando atrás das doenças cardiovasculares.

Em outras atividades, a atenção é igualmente necessária, mas assume formas diversas. O jogador de futebol, além de manter-se focado no andamento da partida, precisa de uma certa capacidade antecipatória, para se deslocar até o ponto em que a bola estará no momento seguinte. O garçom tem que se dividir entre os clientes que estão chegando ao restaurante e desejam ser acomodados, os que aguardam a conta, para pagá-la e dali se retirar e o processamento das comandas na cozinha, a fim de garantir que o prato chegue à mesa a que se destina quente e sem demora excessiva. Além disso, enfermeira, futebolista e garçom precisam decidir, numa fração de segundo, o tipo de atenção que o momento reclama: focada num único objeto ou capaz de saltar, sucessivamente, de uma situação para outra. Raramente nos damos conta de tais realidades e as valorizamos adequadamente.

Em muitos casos, o cenário determina a conduta. Numa avenida congestionada ou executando o singelo e repetitivo procedimento de sair da garagem de casa para a rua, aquele que está ao volante jamais pode perder o foco. Se, em meio ao trânsito, atende o celular, se desconcentra e acaba envolvido num acidente grave; se sai à rua sem examinar o entorno, se arrisca a atingir a criança da casa vizinha que, escapando à vigilância dos pais, colocou-se no trajeto do veículo.

Mesmo em situações nas quais não existe um perigo real e iminente, a atenção é importantíssima. Nada magoa mais uma pessoa do que esperar longo tempo para falar com o médico, expor sua causa ao advogado ou aconselhar-se com o amigo e, quando chega sua vez, se vê posta de lado porque este preferiu atender antes alguém que chegou depois e nem carece de atenção imediata.

Depois de dar atenção plena a várias pessoas e a diferentes problemas, você precisa refazer as energias e permitir que o pensamento voe, ainda que por uns poucos minutos. Essas pausas o ajudam livrar-se da fadiga ocasionada pelo enfrentamento de tensões sucessivas e prolongadas. É possível retardar tais momentos de descontração, mas nunca se permita eliminá-los. O preço a pagar, em razão do cansaço acumulado, sempre é alto demais.

De tudo o que você possui, o que os outros mais cobiçam é a sua atenção. Há uma briga de foice entre os interessados em conseguir que você lhes conceda ao menos uma parte dela. Por isso é tão difícil realizar uma pesquisa na internet sem se envolver com coisas e pessoas distintas das que o levaram a entrar na rede.

Pessoas viciadas em examinar a caixa de e-mails, a página do Face ou em ler, compartilhar e responder todas as mensagens chegadas através do smartphone, reduzem drasticamente a atenção que deveriam dedicar ao trabalho, aos colegas ou subordinados e à família.

Entre em acordo com seu cônjuge e seus filhos e defina um período em que todos estejam em casa, durante o qual ninguém faz ou atende chamadas nem recebe ou envia mensagens, podendo, assim, comunicar-se face a face.

Se não disciplinar tais situações, tornar-se-á um estranho para aqueles com quem divide o espaço dentro ou fora de casa e colocará em risco as bases de sua vida familiar, social e profissional.

Como em tudo na vida, também no gerenciamento da atenção é preciso agir com cautela e equilíbrio para conseguir que as novas tecnologias o ajudem em vez de atrapalhá-lo.

Geraldo Bonadio
Jornalista

Desconfie da ausência de críticas

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15Você exerce um papel de liderança na família, no trabalho ou nos grupos sociais de que participa. Resolve problemas, toma decisões, dá a última palavra quando as propostas são divergentes. Como é inevitável em situações assim, atende às expectativas de uns e frustra as de outros. Apesar disso, ninguém tece críticas às suas deliberações, seja nas reuniões de planejamento e avaliação, seja nas rodas de conversa.

Desconfie. Alguma coisa está errada...

Existe, certamente, a possibilidade de que sua forma de encaminhar as coisas seja tão boa que deixa todos satisfeitos, em todas as ocasiões – mas, convenhamos, a chance de que isso ocorra é remota, para não se dizer impossível. Também não se pode descartar a hipótese de que o seu estilo de comando intimide as pessoas a um ponto tal que elas, mesmo inconformadas, prefiram calar seu descontentamento, para não incorrer em sua ira ou sofrerem alguma retaliação.

O mais provável, porém, é que os mais próximos de você estejam filtrando as manifestações que lhe são endereçadas. Deixam passar as que o aplaudem enquanto retém ou silenciam as que exprimem divergência ou desagrado. Isso, acredite, é muito ruim.

Sem saber que às vezes descontenta, você superestima suas qualidades, reduz a capacidade de detectar as próprias falhas e, como ser humano que é, termina por achar que está sempre certo.

Esse exagero de auto aprovação tende a fazer com que, por falta de um retorno sincero dos comandados, incida em enganos cada vez mais frequentes e graves, que podem destruir a sua confiabilidade.

A segunda temporada de Crown, em apresentação no Netflix, mostra que a Rainha Elizabeth II, nos anos iniciais de seu reinado, era orientada por assessores medíocres, preocupados em não a desagradar e, por isso, insinceros.

Vai daí, em uma visita à Jaguar, famosa fabricante de carros de luxo, ela leu, sem qualquer calor ou entusiasmo, um discurso enfadonho, preconceituoso e cheio de conceitos ultrapassados. A fala desagradou aos dirigentes, técnicos e trabalhadores da empresa e, ainda mais, àqueles que a ouviram através do rádio.

Essas e outras bobagens levaram-na a ser duramente criticada pelo lorde Altrincham, num pequeno jornal da capital britânica. O artigo exprimia com tanta perfeição o que muitos sentiam e não se atreviam a dizer que foi reproduzido, com destaque, nos principais diários londrinos.

A rainha, magoada e insatisfeita, tomou a iniciativa incomum: convidou o político e jornalista para uma conversa com seus assessores no Palácio de Buckingham. E, mais surpreendente ainda, em vez de deixar o caso com ao auxiliares, atendeu-o pessoalmente, ouvindo diretamente dele um conjunto de sugestões sobre o que deveria suprimir ou acrescentar ao seu comportamento. Não gostou do que lhe foi dito, mas acatou todas as sugestões e, com isso, tornou-se a figura mais respeitada e amada na história recente da monarquia inglesa.

Ouvir as vozes discordantes é sempre difícil. Você será tentado, em muitos momentos, a rebater as ponderações do interlocutor. Esforce-se e evite interrompê-lo ou silenciá-lo.

Escute suas palavras, anote-as, analise-as de forma serena e objetiva e, se concluir pela procedência de algumas, acolha o que lhe está sendo proposto.

A exemplo da rainha, em assim agindo conseguirá ganhos importantes para si e, especialmente, para os objetivos nos quais acredita e que, em razão de seus compromissos profissionais, sociais e familiares, se propõe a alcançar.

Geraldo Bonadio
Jornalista

Ferimentos que gangrenam

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14Há pouco dias, na maior central de abastecimento de São Paulo, pessoas de duas famílias que se dedicam à comercialização de peixes em feiras livres da capital e ocupam bancas vizinhas em uma delas, trocaram tiros entre si. Houve mortos e feridos.

O relacionamento entre os dois grupos familiares se deteriorou por conta de uma divergência banal. As barracas contíguas praticavam preços diversos na venda de pescados e isso, com o passar do tempo, minou o relacionamento cordial que, anteriormente, havia entre ambos. As críticas e discussões azedaram, conduzindo ao trágico desfecho.
Relações entre concorrentes numa determinada área de negócios nem sempre se conservam dentro dos parâmetros da cordialidade. Vez por outra ocorrem atritos e rusgas que deixam marcas. Sempre é possível, entretanto, nos primeiros momentos, tratar as lesões produzidas nos egos dos conflitantes, evitando que as feridas arruínem e até gangrenem, por conta da reiteração dos confrontos.
Em seu nascedouro, discordâncias de todo tipo podem ser sanadas se os motivos que as determinam forem examinados com transparência e serenidade, permitindo a composição dos desentendimentos pelas próprias partes, isoladamente ou, se necessário, com auxílio de um mediador. A pior das atitudes é ignorar que as discórdias existem e estão se tornando mais sérias, envolvendo, a cada dia, um número maior de pessoas.
Você não precisa ser amigo de todos os que o rodeiam, nos diferentes cenários de sua vida. É inevitável, face as complexidades da vida, que, com a maior parte delas, suas relações se limitem a cumprimentos formais: bom dia ou boa tarde.
A coisa muda de figura quando, por motivos pequenos ou grandes, você começa a ver o vizinho de vaga de garagem no condomínio ou outras pessoas com as quais contata apenas ocasionalmente como um adversário ou uma ameaça aos seus interesses.
Em situações assim, é melhor reconhecer que surgiu um problema e buscar equacioná-lo de forma pacífica. Quando, inversamente, você se compraz em arranhar a ferida, está, com certeza, candidatando-se a colher uma amarga safra de dissabores.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Sobrevive quem se atualiza

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12O sistema de pontuação dos diferentes campeonatos de futebol profissional, atualmente adotado no Brasil, traz, ao observador atento, uma preciosa lição sobre a incontornável necessidade de atualização e melhoramento como mecanismo de sobrevivência.

Nada mais inútil ao técnico ou ao artilheiro de uma equipe do que a glória conquistada na semana passada. De ídolo da torcida um e outro podem passar à condição de alvos de vaias, xingamentos e assédios nada amigáveis se, na atual rodada, tropeçarem e perderem pontos em vez de ganhá-los.
Coisa muito parecida ocorre diariamente com aqueles que atuam fora das quatro linhas do gramado. A superação da cota que lhe foi fixada na semana anterior não coloca a salvo o homem de vendas se, nesta, por este ou aquele motivo, não conseguiu fechar negócio algum. O que dele se espera é que mate um leão a cada dia...
Questionar a desumanidade do sistema não adianta nada, até porque aquele que agora o pressiona de certo está, também, sendo pressionado a obter maiores e melhores resultados por aquele que o supervisiona. O único modo de sobreviver, em meio a pancadas desse tipo, é colocar-se fora de sua zona de conforto e planejar, de forma serena e objetiva, os seus próximos passos.
Em vez de sofrer um dia atrás do outro com os questionamentos e críticas que lhe são endereçados, defina as metas que pretende alcançar ainda hoje, nos dias desta semana, no próximo mês. Reveja cada passo previsto, analisando sua consistência e viabilidade e, por fim, ponha em prática aquilo que projetou.
O técnico que não se contenta em apenas repetir o esquema tático que deu certo contra adversário anterior, mas cuida, isto sim, de ajustá-lo ao estilo de jogo do time que terá pela frente na próxima partida tem maiores chances de sair vencedor. O atleta que revê seu desempenho e busca corrigir, no jogo seguinte, as falhas que comprometeram seu rendimento na última partida multiplica as possibilidades de tornar-se um craque capaz de levantar a torcida.
Sua atividade profissional pode não ter nada a ver com futebol, mas é igualmente indispensável que você busque a atualização, a melhoria de desempenho e se esforce em atingir suas metas, pois isso o ajudará a atuar com confiança, serenidade e eficiência no jogo da vida.
Geraldo Bonadio
Jornalista

O sucesso com poucos meios

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13No final de 1891, o professor de educação física do Springfield College, escola da Associação Cristã de Moços do estado norte-americano de Massachusetts, recebeu do diretor uma tarefa complicada: inventar um esporte que pudesse ser praticado dentro do ginásio, durante o inverno. Rigorosa, a estação fria obrigava a escola a suspender a prática dos esportes favoritos dos alunos, o Beisebol e o Futebol Americano, jogados em campo aberto. Só restava a eles, durante meses, as aborrecidas aulas de ginástica.

As condições para realizar a tarefa pouco tinham de favoráveis. A escola só possuía um ginásio coberto, cuja quadra, com piso de madeira, mal chegava à metade das atuais. Isso descartava a possibilidade de jogos em que a bola fosse impulsionada com os pés ou com grande contato físico entre os competidores, pois o risco de acidentes era grande.
Confrontado com o desafio, o canadense James Naismith, após muito conversar, observar e pensar, propôs a criação de um jogo em que uma bola, movimentada com as mãos, devia passar rapidamente de um atleta para outro e ser arremessada em direção a um cesto de pêssegos, colocado a 3,05 m de altura. A equipe que a encestasse marcava pontos que, ao final, decidiam a partida.
Nos anos seguintes, as alterações mais profundas no esporte proposto foi a substituição dos cestos por aros de metal fixados em tabelas. Nasceu assim o Basquetebol.
Até definir seu projeto e conseguir que fosse aceito, Naismith ouviu muitas críticas que, em dado momento, levaram-no a pensar seriamente em desistir. Persistiu, porém, e não só o Basquetebol se tornou um sucesso mundial como, até agora, as regras básicas por ele propostas continuam sendo utilizadas.
Resolver problemas com recursos limitados é tarefa que todos precisamos encarar em certos momentos da vida. Quando isso ocorre, alguns se desesperam, muitos abandonam seus sonhos e uns poucos persistem, em busca de respostas criativas, ajustadas às possibilidades. Destes, muitos se saem bem e, graças às suas iniciativas, transitam para uma posição de destaque.
Naismith não se deixou abalar pelo fato de ter à mão meios limitados. Usou-os com criatividade e foi bem-sucedido. Unir recursos muito modestos para produzir realidades empolgantes é uma possibilidade que está ao seu alcance ainda hoje. Em vez de reclamar da falta de maiores meios, faça o melhor com o que tem à mão, sem medo de ser criativo, e terá grande chance de sucesso.
Geraldo Bonadio
Jornalista

Além da resposta única

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10Ao longo da vida, todos somos treinados para, quando submetidos a uma prova em qualquer área de conhecimento, encontrarmos a resposta certa para cada uma das questões.

Há momentos decisivos da existência – vestibular, prova do Enem – em que selecionar a alternativa correta para o maior número de perguntas é indispensável para a pessoa obter uma vaga no curso pretendido e, por essa via, habilitar-se ao exercício de uma dada profissão. Vale o mesmo para os concursos de ingresso no serviço público e assim por diante.
Os que elaboram as questões de tais exames são especialistas qualificados. Habitualmente, trabalham durante meses construindo questões complexas que só admitam uma resposta correta. Apesar disso, aplicada a prova, não raro abre-se um debate em que outros técnicos, tanto ou mais qualificados, sustentam que tal ou qual indagação pode ser respondida de forma destoante do gabarito.
Diversamente do que ocorre nos concursos, na vida prática o segredo do sucesso das pessoas, empresas ou órgãos governamentais depende da habilidade em encontrar uma pluralidade de respostas possíveis para cada situação. É o que ensina o mestre da criatividade Roger von Oech, em seus famosos seminários e livros. Para ele, descobrir consiste em olhar para o que todo mundo está vendo e pensar uma coisa diferente.
Antes de tudo, pois, é fundamental discernir se estamos lidando com um teste em que se busca a única resposta possível para uma pergunta ou, inversamente, temos diante de nós um desafio que comporta – e por vezes até exige – múltiplos equacionamentos. Neste último caso, o mais provável é que exista uma pluralidade de respostas, cada uma das quais carrega, dentro de si, possibilidades de acerto.
A escolha, portanto, não será entre certo e errado. Basear-se-á, isto sim na maior ou menor conveniência de se optar por este ou aquele caminho.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Coma com satisfação

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11Quem, no café da manhã, divide atenções entre a mesa, a TV, o jornal e o celular, deixa de saborear a primeira refeição do dia e engole às pressas uma quantidade de alimentos mal mastigados superior às suas necessidades.

Some-se a isso um almoço às carreiras ou, pior ainda, substituído por um lanche com muitas calorias, regado ao sódio e açúcar de um refrigerante e um jantar fora de hora, temperado por alguma discussão com cônjuge, e ter-se-á, em andamento, o processo que gera má digestão e sobrepeso.
Conceda-se o direito de fazer, das refeições, um momento imune a más notícias, conversas desagradáveis e ingestão apressada e impensada de comida não saudável. Mastigue sem pressa, descubra o sabor da salada, do prato quente, da sobremesa e do cafezinho. Reserve tempo suficiente para isso, indo à mesa na hora certa, falando de coisas agradáveis com a família ou os colegas de trabalho.
Assim, comerá menos, não sentirá peso no estômago ou mal-estar no sistema digestivo e poderá retomar as tarefas na empresa ou encaminhar-se para o repouso noturno em condições bem melhores.
Cortar o tempo de alimentação, entremear e refeição de bate-bocas ou divergências com os filhos, o cônjuge ou os colegas, dividir as atenções entre o prato à mesa e o telejornal policialesco ou a extemporânea chamada do celular é perder qualidade de vida.
O melhor guerreiro não é o que luta de modo incessante e sim aquele que, entre uma e outra escaramuça, relaxa, respira fundo, oxigena o cérebro e reserva, com exclusividade, tempo para comer com satisfação.
Quem, à noite, dorme bem, longa e profundamente, acorda com as forças retemperadas e encara, alegre, o dia que nasce. Aquele que se alimenta de forma tranquila e correta, mesmo sem ter custosas iguarias à mesa, sente-se, ao final do almoço, saciado e tranquilo.
Valorize suas refeições e fará de si alguém mais amável, produtivo e satisfeito, cujo organismo, não vulnerado por substâncias agressivas, responderá seus comandos com agilidade, eficiência e bom humor - em vez de fadiga e irritação - a cada momento de hoje.
Geraldo Bonadio
Jornalista

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