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Blog Memorial Park

Não conte a ninguém

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nao-conte-a-ninguemRecuse-se a ouvir uma história que alguém se propõe a lhe contar com a condição de que, de modo algum, você a passe adiante.

O segredo reclamado pelo narrador indica que ele também a ouviu com o compromisso de não propaga-la. Entretanto, dispõe-se a abrir uma exceção no seu caso, assim como abriu outras tantas, antes, para um número de ouvintes confidentes impossível de ser determinado.

Em poucos dias – ou até em algumas horas – todos aqueles à sua volta saberão, em detalhes, do episódio “secreto”. Se aceitar ouvi-lo, poderá ser apontado como único responsável pelo vazamento da narrativa.

Ouvir o episódio picante, cômico ou escabroso que pretendem repassar-lhe de certo não lhe trará benefício algum. Além disso, se esperar um pouco mais o conhecerá por inteiro, no momento em que as inconfidências generalizadas o espalharem.

Agradeça a intenção do difusor de segredos em supostamente mantê-lo bem informado, diga francamente que não tem interesse em saber da coisa sob a obrigação de guardar segredo e siga em frente.

Histórias desse tipo sempre têm, como objetivo, atingir, enodoar, ou magoar alguém. Ao ingressar na corrente “secreta” você se torna automaticamente um dos suspeitos de espalharem o rumor.

Previna-se desse dissabor e deixe que outros, mais afoitos, arquem inteiramente com a maledicência. Desse modo, terá a consciência leve e não sentirá remorso se, mais tarde, comprovar-se que história toda – em especial seus aspectos mais apimentados – não passava de uma invenção malévola para prejudicar alguém.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Perdas evitáveis

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perdas-evitaveisAceitar as perdas evitáveis ou recuperáveis com que a vida o confronta, sem nenhum esforço mais sério no sentido de reaver o que lhe foi tirado, é acumular danos evitáveis e empobrecer suas relações pessoais e sociais.

Contam os historiadores que, as velhas tropas de mulas xucras, autênticas empresas em movimento, contavam com o arribador, um tropeiro especializado em resgatar os animais que, durante a caminhada, se desgarravam do conjunto, embrenhavam-se nas matas vizinhas ao caminho e ficavam para trás. As mulas eram valiosas. Perder uma era prejuízo e motivo de vergonha. Por isso, o arribador fazia o máximo para encontrar e trazer de volta a que se fugira da tropa.

Do mesmo jeito, as empresas de hoje tem profissionais cuja missão é reaver créditos perdidos. Se estes não têm êxito, delega a tarefa a uma empresa terceirizada.

Se os empreendedores correm atrás dos prejuízos e buscam acordo com os devedores, para evitar ou reduzir perdas materiais, ainda mais é importante evitar que amizades e parcerias construídas durante anos virem pó e sumam, destruídas por questões minúsculas.

Habitue-se a tirar a limpo e a desfazer fofocas, a oferecer ou aceitar desculpas e a simplesmente esquecer pequenas rusgas, ocorridas em momentos menos felizes de seus diálogos.

Agindo assim, evitará perder boas amizades por conta de um ímpeto emocional que se sobrepôs a voz da razão.

Restaurando o bom relacionamento abalado, você e o amigo que se desavieram sentir-se-ão felizes, a amizade será recuperada e você continuará contando com um interlocutor experiente e confiável, cujas orientações poderão auxiliá-lo em decisões difíceis e poupá-lo de muitos dissabores.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Correção não é desforra

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correcao-nao-e-desforraAceitar correções é uma demonstração de maturidade. Aplicá-las de forma serena, sem se deixar levar pelas emoções é um testemunho de grandeza e compreensão da natureza humana.

Ainda que você seja muito experiente nas tarefas profissionais e sociais que é chamado a desempenhar, isso não evita que, em algum momento, interprete os dados de um problema de maneira errônea ou parta de pressupostos errados ao destrinchar uma situação qualquer, chegando, por consequência, a resultados incorretos. Se, em meio a esse processo ou ao final dele alguém que trabalha consigo – mesmo que seja um subordinado menos experiente – percebe o engano e o alerta, agradeça a colaboração que ele está lhe prestando e proceda as alterações reclamadas.

Ocultar o engano, usando a capa da autoridade – Você sabe há quanto tempo eu faço esse serviço? -, põe em questão a sua qualidade profissional e leva seus colegas de equipe a verem-no com um sujeito tão vaidoso capaz de perseverar no erro para não dar o braço a torcer.

Se, inversamente, você constatou uma falha, pequena ou grave na conduta de um auxiliar seu, saiba apontar o engano com firmeza, mas também como serenidade, sem erguer a voz nem usar palavras duras ou ofensivas. Afinal, o seu objetivo é fazer com que as coisas voltem aos trilhos certos. Jamais faça da correção um pretexto para humilhar, ferir ou magoar seu subordinado.

Tem algum ressentimento ou mágoa com aquele a quem deve corrigir? Se possível delegue a tarefa a alguém que possa cumpri-la de maneira eficaz e sem paixões. Se isso não for possível, use de muita cautela na escolha das palavras e do tom de voz. Se a sua reprimenda soar aos ouvidos do outro como desforra, em vez de sanar o problema, você só conseguirá agravá-lo.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Dê a volta por cima

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de-volta-por-cimaO zoólogo e compositor Paulo Vanzolini dizia que, na letra do seu famoso samba “Volta por cima”, todos se lembram do refrão – “Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima” – e poucos prestam atenção aos versos anteriores - “Reconhece a queda e não desanima”. Estes, porém, alertam para a atitude interior indispensável a superar os incidentes de percurso, inclusive as quedas, sempre muito dolorosas física ou psicologicamente.

Tinha razão o saudoso mestre Vanzolini. Nos caminhos da vida todos estamos sujeitos a surpresas desagradáveis: uma iniciativa cujos frutos ficaram aquém do desejado, a ruptura de uma parceria aparentemente inabalável, a súbita descostura de um projeto que você levou anos para alinhavar. Tais situações inesperadas vibram golpes doídos em nossa autoconfiança e não é raro que nos façam cambalear e cair.

Em todos esses casos é indispensável reerguer-se, reaprumar-se e voltar à luta, Isso, entretanto, só é possível quando, antes de tudo, se reconhece a queda. Essa admissão não é fácil, porque habitualmente nos julgamos invulneráveis e tão firmemente plantados sobre o solo que ninguém pode nos derrubar.

A cada momento, porém, a vida nos lembra de que os tombos, em sentido real ou figurado, existem, ocorrem com frequência maior do que desejaríamos e, por vezes, deixam sequelas que reclamam um longo período de atenção para serem superadas.

O certo é que só quem reconhece a queda consegue se levantar. Fingir que ela não existiu mantém aquele que a sofreu estendido pelo chão, indefinidamente, maldizendo a sorte que o deitou por terra e consumindo nessa autoflagelação inútil o tempo em que utilizar na preparação da volta por cima.

Geral Bonadio

Jornalista

Leve a mensagem a Garcia

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mensagem-a-garciaO poeta Augusto de Campos elaborou há pouco uma nova e límpida tradução de “Mensagem a Garcia”, de Elbert Hubbard. Facilmente encontrável na Internet, o texto de Hubbard sobre o soldado Rowan que, em plena guerra hispano-americana, recebe do Presidente Mac Kinley a tarefa de levar uma carta ao general Garcia, que em Cuba liderava a insurreição contra os espanhóis.

Sem fazer quaisquer indagações, nem mesmo para saber onde estaria o líder rebelde, pôs-se a caminho. Desembarcou numa praia deserta da ilha, atravessou-a de ponta a ponta e reapareceu em seu outro extremo, após haver entregado a mensagem ao seu destinatário.

As considerações de Hubbard, sobre a dificuldade que, já à sua época existia, de se encontrar um Rowan, seja em que cenário for, são mais válidas do que nunca. Tanto o presidente da firma que passa uma tarefa a um gerente graduado quanto a patroa que determina a cozinheira que prepare certo prato para o almoço, geralmente colidem com uma montanha de perguntas, explicações e objeções, na verdade meras desculpas para não executar a tarefa.

A cozinheira talvez argumente que falta na despensa certo tempero, o qual somente será encontrável no fornecedor a semana que vem. O técnico quiçá disserte sobre a necessidade de realizar novos e demorados estudos antes de erguer uma parede para evitar que ela desabe. Só muito raramente alguém, sem perpetrar um discurso protelatório, coloca mãos à obra e passa a fazer o que deve ser feito – que afinal de contas, é só o que interessa.

No dia de hoje, faça o possível para sair do time dos que, com a barriga, se esforçam por empurrar a tarefa para amanhã ou, melhor ainda, para a semana que vem. Dê adeus àqueles que, a cada comando recebido, disparam uma barragem de perguntas bobas, desnecessárias, cuja única finalidade é evitar que a coisa aconteça. Deserte da fileira dos sabotadores contumazes, dos que fingem que vão, mas jamais arredam pé de sua sala.

A vida de falso diligente é muito penosa. Cada manhã, diante do espelho, ao pentear o cabelo ou fazer a barba, quem boicota o que lhe cabe fazer tem de encarar nos olhos um farsante – ele próprio - e isso estraga o seu dia.

Faça a mensagem chegar a Garcia e receberá a maior das recompensas: o respeito por si mesmo e a confiança na sua capacidade de encarar vitoriosamente os desafios que dão sabor à vida.

Geraldo Bonadio

Jornalista

“A gente vai se conversando...”

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a-gente-vai-conversandoAmplamente utilizada para encerrar conversações inesperadas, interrompidas por um compromisso inadiável que um dos interlocutores precisa atender naquele momento, quase sempre encobre uma grande mentira. A prometida continuidade da conversação não ocorre nunca, os conhecidos se afastam e as amizades se esfriam por conta dos sucessivos adiamentos.

Conversar com velhos e novos conhecidos, seja para resolver alguma questão concreta – a data da pescaria, a viagem de férias – ou simplesmente para trocar ideias sobre assuntos importantes ou não, é necessidade de todos nós. Se exercitar a conversação ou limitando-a a troca de cumprimentos com aqueles que encontramos na rua ou no local de trabalho, vamos nos isolando, nos limitando e nos convertendo em passivos consumidores das palavras com que a mídia assalta nossos ouvidos.

Se a conversação é uma coisa boa, é preciso gastar algum tempo agendando um bate papo na praça do bairro, uma conversação no café com hora e dia determinados.

Frases como “a gente se vê por aí” ou “precisamos conversar com mais frequência” são rótulos para uma fuga a boa prática de jogar conversa fora, que nos obriga a pensar sobre as coisas, os fatos e as pessoas do dia a dia e a tomar conhecimento do mundo à nossa volta.

A conversação torna as pessoas mais profundas, nos ajuda a perceber como fomos superficiais ao analisar este ou aquele tema, deixando de lado algumas circunstâncias essenciais, nos permite penetrar no modo de ver e sentir daqueles com quem convivemos e, desse modo, amplia e matiza a nossa humanidade, arrancando-nos de nossos juízos em preto e branco para um universo cheio de nuances.

De vez em quando, troque o facebook pelo diálogo face a face, que permite a você captar por inteiro a personalidade da pessoa com quem conversa e a entender coisas importantes que, meramente digitadas, nem sempre têm a força e a carga emocional desejada.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Risco Dobrado

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risco-dobradoÉ pacífico o entendimento de que o motorista que divide sua atenção entre o ato de dirigir e a utilização de um celular para receber telefonemas ou mensagens de texto aumenta enormemente o risco de sofrer ou provocar um acidente.

Agora, os estudos de comportamento começam a demonstrar que também o pedestre que, ao cruzar uma via pública, continua falando ao celular ou, pior ainda, digitando um SMS, corre o risco de ser colhido sobre a pista por um veículo. Isso ocorre mesmo em lugares em que carros, obrigatoriamente, transitam em velocidade muito baixa.

Envolver-se num intercâmbio de mensagens textuais ou sonoras quando se anda por uma via pública não é o mesmo que caminhar e mascar chiclete. Nesse caso a atenção está focada no ato de se mover o trabalho dos maxilares é quase automático.

Na troca de palavras e ideias, porém, estão em jogo os sentimentos e os interesses. A atenção se descola da realidade circundante, se volta para o mundo interior e abre a porta para os acidentes.

O que você tem a dizer ou precisa ouvir é muito importante? Pare sobre a calçada e termine a conversa antes de retomar a marcha.

A mensagem que está lendo exige resposta imediata? Detenha-se num ponto em que possa fazê-lo com tranquilidade, digite a resposta e, só depois disso, recomece a caminhar. Essas recomendações são válidas especialmente se tem pressa de chegar ao seu destino.

Quem atravessa ruas e avenidas envolvido num bate-papo telefônico ou numa troca de mensagem, ansioso por chegar ao escritório ou voltar para casa, corre o risco de acidentar-se e não concluir nenhuma das tarefas.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Balançando a rede

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balancando-a-redeTem ganhado força, entre os narradores esportivos, a tendência de ressaltar, na marcação dos gols que levam uma equipe à vitória, não apenas o goleador, mas também o atleta que armou a jogada e tornou possível àquele vencer a vigilância da defesa adversária.

Essa forma de encarar o andamento do jogo nos deixa mais próximos da realidade. São cada vez mais raros os atacantes que, isoladamente, driblam três ou quatro marcadores e, depois disso, ainda fazem o gol.

Na maioria dos casos, a jogada vitoriosa, armada no meio campo ou até na defesa, por uma sucessão de passes bem concatenados, leva a bola às proximidades da meta adversária, onde se dá o chute ou a cabeçada decisiva.

Se, ao narrar os sucessos alcançados na sua vida profissional ou social, você fala unicamente de si como a pessoa planeja, articula, avança, finta os adversários e faz o gol, alguma coisa está errada. Ou os componentes do seu grupo de trabalho são muito fracos e a saída que lhe resta é fazer tudo sozinho ou você não está conseguindo transformar o grupo num time bem treinado em que cada um tem papéis definidos. Seja esta ou aquela a razão, isso o coloca em desvantagem nos jogos da vida e reduzem suas chances de obter o título.

Por melhor que seja o atleta ele nunca consegue ser o único goleador de seu time. O andamento das partidas exige que em algumas ocasiões cuide de armar as jogadas e, em outras, de lançar a bola para companheiro que, melhor posicionado que ele, tem possibilidades de fazer o gol da vitória.

Para ser um dos artilheiros do time, o jogador tem de treinar a cobrança de faltas ou pênaltis e aprender a se mover no campo adversário, de forma a colocar-se em condições de golear.

O bom líder de equipe encoraja os comandados a adquirir essa expertise e desse modo cria um time imbatível.

Você não gosta de futebol? Não importa. Também na família ou na vida social é transformando filhos e colaboradores em pessoas que rompem barreiras e fazem a rede balançar que se vence os grandes desafios.

Geraldo Bonadío

Jornalista

Saiba usar o dom da voz

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saiba-usar-o-tom-da-vozSua voz é um instrumento maravilhoso. Utilizando-a sabiamente você pode ensinar, encorajar, corrigir, animar, alegrar e criar um sentimento de profunda união entre aqueles que os rodeiam.

Alguém o procurou aos gritos, cobrando explicações ou reclamando direitos supostamente espezinhados? Evite aconselhá-lo a acalmar-se. Isso geralmente é o mesmo que tentar apagar fogo com gasolina.

Comece com um exercício de paciência. Ouça o que ele está dizendo, sem se impressionar com o volume de seus brados nem com a dureza de suas palavras. O fato de não encontrar resistência, tende a desacelerar a fúria de quem grita.

Em seguida, esclareça a questão falando com calma e num tom controlado. Evite demonstrar que pode gritar mais alto do que aquele que o confronta. E não caia, de modo algum, na troca de xingamentos.

Aprender a fala de maneira branda ajuda você a, quando forçado fizer uma manifestação mais dura, ser levado a sério por aqueles que o ouvem – o que não ocorre se você se exalta a todo o momento.

Quem grita, chora e exige atenção imediata é o seu filho, que há poucos meses começou a falar? Examine, atentamente, como anda a comunicação entre você e o seu cônjuge. Talvez vocês estejam perdendo a paciência um com o outro mais frequentemente que o habitual, se comunicando aos gritos e ficando amuados mutuamente por questões irrelevantes. Não estranhe, pois, que seu filho grite e chore para exigir atenção. A criança aprende imitando.

Restaure o carinho, a forma afetuosa de se comunicar com sua mulher (ou seu marido), e estará fornecendo ao seu filho um modelo positivo e eficiente de como se dirigir aos outros.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Confiança em dose certa

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confianca-na-dose-certaHá pessoas que deixam de alcançar seus objetivos na vida pura e simplesmente porque lhes falta autoconfiança. Sempre que são colocadas diante de uma belíssima oportunidade de avanço pessoal ou profissional, em vez de cuidarem do que devem fazer para que ela se concretize, o que fazem é preocupar-se com os problemas que talvez precisem enfrentar para alcançar a meta. Ampliam as dificuldades, exageram os desafios a serem vencidos, deixam-se vencer pelo temor do insucesso – e acabam por não fazer nada.

O inverso daquele a quem falta confiança é o que peca que, por cultivar uma confiança excessiva, descuida-se das tarefas de rotina, necessárias a que seus empreendimentos sejam bem sucedidos. Desenvolvem um projeto brilhante, mas só na última hora é que vão em busca daquele documento que precisa ser juntado a ele, sem o qual todo o plano vai por água abaixo.

Aprenda a encontrar o ponto de equilíbrio entre o timorato que anula suas qualidades por que tem medo de agir, e o temerário que deixa de lado as checagens, cuidados e cautelas e fazem gorar planos que tinham tudo para serem bem sucedidos, por se descuidarem de um detalhe, que parecia pouco relevante, mas no momento decisivo se revelou essencial.

O sucesso é fruto do emprego equilibrado da ousadia e da prevenção. Cuide de fazer o uso adequado de uma e outra.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Apagões emocionais

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apagoes-emocionaisVocê está em sua casa, descansando após um dia de trabalho e, de repente, as luzes se apagam. Assustado, você chega à janela, lança um olhar sobre a cidade e constata que ela se acha totalmente às escuras. Na melhor das hipóteses, você está convivendo com um blecaute de alguns minutos; na pior, com um apagão que pode durar horas.

Em momentos assim, a vontade de maldizer a escuridão – primeiro e mais direto resultado dessa situação anormal – é grande. É mais prático, no entanto, por mãos à obra e criar alguns pontos de luz no interior da casa, acendendo uma vela ou localizando e pondo para funcionar uma lanterna esquecida no fundo de alguma gaveta.

A vida das pessoas e dos grupos está sempre sujeita a blecautes e apagões. De repente, a treva envolve a todos e ninguém sabe exatamente como agir a partir disso.

A reação desproporcional de alguém ao procedimento de um colega de serviço que, no seu modo de ver, encaminhou uma questão de maneira errada pode causar um blecaute emocional no escritório ou na oficina.

Uma manifestação de desagrado do marido ao prato que a mulher, pensando em agradá-lo, preparou para o jantar, estabelece um apagão emocional na família.

Quando a escuridão toma conta de tudo, inesperadamente, as pessoas não sabem o que fazer. O certo é que, melhor do que envolver-se na troca de recriminações e insultos que se estabelece em casa ou no serviço, você agirá sabiamente se empenhar-se em aquietar os contendores. Isole-os. Evite que mais pessoas se envolvam no bate-boca. Ao mesmo tempo em que circunscreve o mal estar, impedindo que ele se difunda e ganhe profundidade, tente criar alguns focos de luz.

Desvie a atenção dos que se atritaram daquilo que os irritou, reaproxime as demais pessoas de suas tarefas, que nesse meio tempo foram deixadas de lado, e discretamente faça o possível para que a pressão emocional baixe.

Então, de repente, as luzes se reacendem e a normalidade começa a se refazer.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Viva a amizade face a face

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amizade-face-a-face-2As redes sociais permitem que nos aproximemos e mantenhamos contato frequente com pessoas caras ao nosso coração, as quais, por um período curto ou longo, residindo num bairro distante daquele em que vivemos, num outro ponto do País ou mesmo do outro lado do mundo, revigoraram muitas amizades que de, de outro modo, se perderiam nas nossas lembranças.

É muito bom que possamos compartilhar nossas alegrias com aqueles a quem estimamos, aplaudi-los em seus momentos de triunfos ou possamos, em nossas derrotas e aflições, ser ajudados pelas manifestações de apoio e carinho partidas de um amigo, tomem elas a forma de breve e-mail ou de um conversa face a face pela Internet.

Sem desvalorizar essas formas de contato, busque, sempre que possível, conversar com os amigos também face a face, olho no olho, sem a mediação das câmeras, redes e monitores.

Uma palavra de encorajamento dita a alguém que está a poucos centímetros, o calor e a força de um aperto de mão no encontro ou na despedida transmite uma carga de energia que nenhum instrumento tecnológico pode imitar.

A chance para contatos pessoais é cada vez mais rara. É triste, pois, que muitos mergulhem numa roda de conversação aprofundada sem desligar seus celulares. Resultado: vezes sem conta são interrompidos nas suas exposições e esgarçam, de cada vez, o clima de congraçamento entre os presentes.

Em recente entrevista, a atriz Irene Ravache dizia que o ator que entra num ensaio ou numa conversação sobre a peça que o grupo vai encenar e mantem o celular ligado não entendeu exatamente a natureza da preparação para uma atividade teatral.

A regra vale, com mais força, para um encontro em que algumas pessoas, num circulo de conversação, desejam partilhar sentimentos, projetos e aspirações e não devem ser interrompidas a cada momento.

Conversar não é só falar. É, também e principalmente, ouvir, num clima de sintonia de interesses e sentimentos. A ruptura desse clima para atender uma ligação, por breve que seja, compromete irremediavelmente o exercício de construção da amizade face a face.

Geraldo Bonadio

Jornalista

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