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Blog Memorial Park

Jogue para vencer

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O trabalho está quase pronto. Então, numa revisão de rotina, você identifica uma falha pouco aparente, mas capaz de comprometer o desempenho aguardado. Em vez de maquiar o erro, corrija-o sem hesitação.

Concluiu que é possível aprimorar um produto, processo ou sistema? Implante o melhoramento, ainda que os clientes não estejam reclamando avanços.

Evitar mudança em time que está ganhando é tática que não se aplica à dinâmica do crescimento pessoal ou à lógica do mercado.

Quem se conforma com vitórias magras, quando existe a possibilidade de vencer a partida por um saldo de gols mais dilatado se arrisca sem necessidade.

Inovar, melhorar e avançar são atitudes a serem tomadas menos pela pressão da torcida ou crítica dos adversários do que por respeito a si mesmo, aos seus colaboradores e àqueles aos quais seu trabalho se destina.

Fazer sempre o melhor é um princípio válido em todas as situações. Ele rege a atividade da mãe, empenhada em variar e melhorar o cardápio da família, cortando gorduras, calorias e elementos geradores de sobrepeso sem perda no sabor das refeições. Baliza igualmente a ação do gerente de loja, atento para que os vendedores não deixem clientes esperando, enquanto põem as conversas pessoais em dia.

Pequenos descuidos podem gerar grandes desastres. No Aeroporto de Paris, certa vez, a aeronave que faria o voo entre a capital francesa e Nova York, incendiou-se na decolagem, matando mais de cem pessoas. A investigação concluiu que o acidente foi causado por uma peça que ficara sobre a pista, caída de outro avião que decolara pouco antes.

Tolerância diante de falhas que podem ser prevenidas ou eliminadas não danifica só aeronaves. A negligência, eventual ou continuada, afunda empresas, a credibilidade das pessoas, o bom relacionamento entre marido e mulher...

Somos todos imperfeitos?  De certo! Somos também perfectíveis, ou seja, podemos ter hoje um desempenho melhor que o de ontem e, amanhã, alcançar resultados ainda melhores que os de hoje.

A diferença entre quem avança e os que patinam no mesmo lugar – ou até recuam – é uma só: aquele joga cada partida com a determinação de vencer; estes cumprem a tabela, sem ligar para o resultado.

Quem não busca progredir talvez se canse menos e tenha menos riscos de “contundir-se” no jogo da vida. Mas seguramente sempre estará menos satisfeito consigo mesmo que aquele que dá o melhor de si, faz a diferença e comanda projetos vitoriosos.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Segure o meio campo

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Do nada, um comentário maldoso, estraçalhando a honra de alguém, se espalha nos mais diversos ambientes. É mentira, mas pela força da repetição, passa a ser aceito como verdade.

Isso acontece porque pessoas honestas e respeitáveis, negando na prática os princípios que defendem, atuam, na difusão da boataria, como jogadores de meio campo numa partida de futebol. Ouvem a história absurda, sem base na realidade, e de imediato passam-na à frente.

Sem se darem conta disso, endossam com a própria respeitabilidade uma infâmia capaz de causar muito sofrimento à vítima da fofoca e aos seus familiares.

Chegou aos seus ouvidos um caso desses? Quebre a corrente sem hesitação. Passá-lo adiante é agir de maneira pior do que alguém que, havendo recebido uma nota falsa, faz uso dela para pagar uma despesa na padaria ou no mercadinho do bairro, para se livrar do prejuízo.

Na difusão da mentira, inexiste sequer a desculpa de que está tentando zerar o dano que lhe causaram. Até aquele momento, você não sofreu prejuízo algum. E, dando curso à mentira, sabe que prejudicará alguém.

Em tal situação, é melhor agir como um meio campista desajeitado. Segure a bola – no caso, a informação maldosa – com você, sem levá-la à frente. Os ganhos pessoais serão apreciáveis: você permanecerá em paz consigo mesmo, dormirá em paz esta noite e amanhã, ao cuidar da própria aparência, antes de sair para o trabalho, não se sentira vergonha ao ver sua face refletida no espelho.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Chegando como quem parte

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chegando como quem parteEm nossos dias é bastante comum que as pessoas tenham, a cada dia, um grande número de compromissos a cumprir e pouquíssimo tempo para dar conta deles.

Nenhum de seus conhecidos passará a considera-lo um esquisitão mal educado se, ao cruzar com ele, você o saudar com uma palavra ou um aceno e seguir à frente, sem se deter. Todos já passamos por situações assim em que, mesmo querendo, não podemos parar e dar início a uma conversa que tenderia a alongar-se, nos fazendo chegar atrasados a algum encontro previamente agendado.

É melhor demonstrar pela sua face e pelo seu gesto amigável que você está satisfeito em rever o amigo, embora não possa naquele momento dar-lhe a atenção merecida, do que deter-se, cumprimenta-lo com efusão e repetir quatro ou cinco vezes, no diálogo que vem a seguir, que está atrasado, morto de pressa e impossibilitado de manter conversação mais longa.

Essa troca de palavras feita às carreiras, em que um dos dialogantes já começa se despedindo, desculpando-se pela impossibilidade de trocar com o outro um mínimo de informações, e demonstra, pela postura e até pelo ritmo ofegante da respiração achar-se atrasadíssimo e preocupado em sair dali, é muito mais insatisfatória que um oi! dito de passagem, em tom cordial.

O amigo que se deteve ao ser cumprimentado por você sente-se mal durante a brevíssima conversação, pois sente que, de algum modo, o está prejudicando. E, se o papo encomprida, também você acabará por vê-lo como um estorvo de que precisa se livrar, insatisfeito que se acha pelo tê-lo diante de si e precisar dar-lhe atenção.

Só pare diante do outro se tiver tempo para dois dedos de prosa e sentir que ele também está disponível para uma conversação rápida. Do contrário, cumprimente-o com um aceno ou uma palavra de saudação e vá em frente, deixando a prosa para um melhor momento.

Agir assim é uma forma melhor e muito mais cordial de expressar sua alegria em reencontrar aquela pessoa do que uma falsa conversa, em que desculpas e manifestações de pressa incontida eliminam o espaço de encontro, sem dar chance a que o diálogo se estabeleça.

Geraldo Bonadio

Jornalista  

Ouça as vozes discordantes

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ouca-vozes-discordantesÉ inegável a utilidade daquele que, no grupo, consegue dar respostas rápidas e aparentemente corretas às perguntas e indagações que surgem quando se debate um assunto de interesse para os que dele participam. Mais valioso, porém, é aquele que pergunta, indaga, discorda e abala certezas. Ele auxilia o grupo a ver, no assunto em análise, dúvidas não suficientemente estudadas e pontos mal esclarecidos que passaram batido.

Desse modo, obriga as pessoas a repensar o tema de uma forma mais rigorosa, prevenir problemas que, de outro modo, poderiam surgir mais à frente e a encontrar soluções novas e mais promissoras que as já consideradas.

Muitas vezes, na pressa de dar um trabalho por acabado, as pessoas tratam superficialmente de pontos que exigiriam maior atenção. Quando alguém pondera que este ou aquele aspecto deveria ser pensado de uma forma mais profunda, entra em rota de colisão com a maioria desejosa de colocar logo um ponto final no debate. Afinal de contas, no entendimento dos que dela fazem parte, tudo já foi estudado e não haveria necessidade de perder tempo serrando serragem.

Ocorre que o questionador pode estar certo e as críticas por ele feitas ao tratamento do tema podem se revelar procedentes. Melhor, pois, que se evite tratá-lo como um sujeito inconveniente, que está se achando e pretende aparecer usando o grupo como escada e se dedique o tempo necessário ao exame de suas objeções.

Se ele estiver efetivamente errado, suas considerações serão derrubadas e todos irão para casa de consciência tranquila. Se tiver alguma parcela de razão, o grupo poderá localizar e corrigir falhas que, de outro modo, poriam a perder todo esforço até ali realizado.

No médio e longo prazo ninguém vai se importar com o fato de a discordância haver causado mal estar no grupo, mas todos se recordarão de que ela melhorou os resultados – e, no final das contas, isso é que importa.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Influenciar é a recompensa

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influenciar-e-a-recompensaA vida lhe concedeu a possibilidade de lutar pelo bem estar dos sofridos e carentes; contribuir para o avanço profissional de seus colegas; mobilizar seus vizinhos e, juntamente com eles, lutar árdua e serenamente para obter melhoramentos de que seu bairro necessita; carrear recursos para alguma obra assistencial que, apesar do valioso trabalho que desenvolve, enfrenta apuros econômicos?  Aja sem hesitação. Arregace as mangas e esforce-se para contribuir dessa e de outras maneiras para a melhoria de condições de vida de seus semelhantes.

Promover o bem estar dos outros, auxiliá-los a desenvolver as potencialidades para o bem que estão dentro deles é bom e gratificante. Cooperar com o próximo faz com que você se sinta melhor. Assistir o desenvolvimento de sua comunidade, certo de haver contribuído para que ela se torne mais justa e mais humana, é um prazer refinado que a vida reserva a poucos.

Contribua do modo que estiver ao seu alcance para melhorar sua cidade, seu país e o mundo sem esperar agradecimentos ou compreensão de parte daqueles que irão se beneficiar de seu trabalho voluntário.

Gratidão, respeito e reconhecimento em relação a quem batalha de modo desinteressado em favor de terceiros são coisas muito raras. É possível que você mesmo, passando em revista a sua vida, descubra que ainda está devendo um agradecimento a pessoas que muito o auxiliaram a desenvolver suas potencialidades e chegar onde está hoje.

Muitas pessoas têm olhos voltados para o próprio umbigo. Não percebem e muito menos apoiam quem põe sobre os próprios ombros a carga do interesse coletivo.

Deixar que a ingratidão, a omissão e o esquecimento levem-no deixar de fazer o bem e fechar-se sobre si mesmo é permitir que outros o apequenem. E isso sim é uma derrota pessoal.

Exercer uma influência positiva sobre os que o rodeiam, cultivar a bondade, viver de maneira honesta, permanecer em consigo mesmo são atitudes que trazem em si mesmas a sua recompensa. Ao encerrar o dia e colocar a cabeça no travesseiro, para o descanso reparador, você gozará de um sono muito mais tranquilo, profundo e revigorante. Difícil imaginar uma recompensa melhor.

Geraldo Bonadio

Jornalista  

Vença Maratonas

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venca-maratonaHá muita verdade no ditado que recomenda ajustar o passo ao tamanho das pernas.

Erra quem o vê como recomendação contra atitudes inovadoras. Empreender e aperfeiçoar são atitudes essenciais ao desenvolvimento das pessoas, sociedades e países. Entretanto, obter avanços duradouros exige que se verifique se são sustentáveis e poderão ser mantidos ainda que o vento mude e as circunstâncias se tornem menos favoráveis.

Quem vive de salário comete imprudência ao assumir compromissos de longo prazo, levando em conta o dinheiro que tem quando recebe as férias ou uma parcela do 13º. Nos meses seguintes, os recebimentos serão menos generosos e ficará difícil para manter as contas em dia.

Do mesmo modo, há que se ter cautela em assumir, por impulso, um compromisso social permanente. Se ele reclama certo número de horas por semana, lembre que o tempo é inelástico. O dia tem 24 horas para todos. Tirar duas ou três horas para uma obrigação constante é mais difícil do que gastar esse tempo uma vez, em atividade eventual.

Agendas carregadas, sem tempo para se respirar entre uma tarefa e outra ou orçamentos no limite, sem folga para absorver imprevistos, submetem pessoas, famílias ou empresas a um estresse permanente. É o mesmo que comprar sapatos apertados, esperando que com o uso se tornem confortáveis, sem considerar os danos que, nesse meio tempo, causarão aos seus pés.

O desempenho do velocista é diverso daquele que corre a maratona. O primeiro tem de dar o máximo de si nos poucos segundos necessários para correr cem metros; o segundo deve manter o ritmo necessário para cobrir muitos quilômetros em velocidade que garanta a vitória.

A vida é basicamente uma maratona, ainda que tenha, aqui e ali, momentos nos quais a velocidade é essencial. Como regra, o pódio fica para quem consegue manter um ritmo constante de avanço, misturando de forma equilibrada determinação e controle.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Negocie na hora certa

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negociarVocê foi convidado a assumir um novo cargo, melhor remunerado e com diversas vantagens adicionais, na empresa em que trabalha? Seus colegas de uma associação da qual faz parte pretendem designá-lo para uma função mais destacada? Alguém pretende adquirir o seu carro em condições particularmente vantajosas?

 

Em qualquer dessas situações – e em muitas outras que podem lhe surgir ao longo da vida – é mais do que compreensível que você se alegre e sinta-se inclinado a dizer sim sem um exame mais aprofundado da questão. Não é todo dia que algo tão bom acontece a alguém.

 

Sem prejuízo da satisfação e do entusiasmo, lembre-se, antes de formalizar sua decisão, que toda moeda tem duas faces. Você, neste momento, está focado apenas nas vantagens, mas podem existir encargos e compromissos associados à oferta que merecem ser considerados.

 

O cargo novo e melhor remunerado pode exigir que você mude de cidade ou faça viagens longas com as quais não está habituado. A função de maior destaque na associação pode reclamar um maior investimento do seu tempo livre, reduzindo suas horas de lazer e de convivência familiar. O pagamento do carro pode não ser à vista e sim em várias parcelas, tornando mais difícil que você adquira, sem dores de cabeça, outro igual ou melhor.

 

Ensina o ditado popular que “o combinado não é caro”. E não existe melhor momento para combinar detalhes e negociar condições do que aquele em que todos parecem querer agradá-lo. Exponha suas dúvidas, peça maiores garantias, solicite as compensações que julgar devidas e só bata o martelo quando estiver plenamente convencido de que não terá do que se arrepender.

 

Depois de firmado o compromisso, rediscutir os aspectos que não o satisfazem poderá ser difícil ou até impossível e ocasionará aborrecimentos e reclamações que, agora, podem ser facilmente evitadas.

 

Alegre-se, pois, com as vantagens com que lhe acenam, aproveite-as na medida do possível, sem por de lado a prudência.

 

Geraldo Bonadio

 

Jornalista

 

Quase é igual a zero

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mundo-ideiasQuase é igual a zero As coisas que você quase fez, as vitórias que quase obteve, os cursos que quase concluiu, os atos de generosidade que quase praticou, as palavras de amor que quase disse, os gestos de apoio a um amigo em momento difícil que quase praticou – tudo isso somado é igual a zero.

As coisas que acontecem no mundo real existiram antes no seu pensamento sob a forma de aspirações vagas, esboços de projetos ou intenções parcialmente formatadas. Mas se não foram levadas adiante, porque lhe faltou energia, determinação ou decisão de esforçar-se o quanto fosse necessário para dar forma ao idealizado, morrerão como quimeras, sonhos ou possibilidades não concretizadas.

O mundo das ideias é inesgotável, o das possibilidades é limitado pelos meios de que se dispõe. Natural, portanto, que você devaneie sobre uma dezena de empreendimentos, selecione dois ou três para uma análise objetiva e, afinal, concentre suas energias num só. Caçador que levanta muita caça e não segue nenhuma volta para casa de mãos abanando.

Cuide, porém, de não viver o tempo todo no mundo dos sonhos. Avalie as chances de êxito presentes nesta ou naquela possibilidade, veja qual delas terá condições de levar em frente e ponha mãos à obra, disposto a ir além do quase. Só se dê por satisfeito depois que o seu plano tomar corpo, tornar-se realidade que todos podem ver e tocar e de cujos frutos têm chance de desfrutar.

É claro que mesmo empreendedores tenazes, dispostos a tudo sacrificar pelo que idealizaram, podem eventualmente colher resultados menores do que o projetado. De todo modo, terão capitalizado experiências que os ajudarão a conseguir mais e melhores frutos na próxima tentativa.

É diferente o que acontece com quem não ousou cruzar a linha que separa o quase do efetivamente feito. Este só terá em mãos um punhado de cinzas que o vento dispersa.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Resolva sem reclamar

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nao-reclame-blogA coisa mais enfadonha, no ambiente de trabalho, é a pessoa que passa o tempo dissertando sobre as dificuldades intransponíveis que a impedem de realizar suas tarefas. Determinado dia alegam não poder executá-las porque, no almoxarifado, não existe certo equipamento. No dia seguinte, a máquina chegou ou foi consertada, mas falta um produto indispensável ao seu funcionamento. No terceiro dia, o equipamento está funcionando, o produto necessário se acha à mão, porém um colega de trabalho se esqueceu de completar uma tarefa preliminar, sem a qual a que toca ao nosso personagem não pode ser principiada.

Apoiado nessa sucessão de desculpas, quem sempre deixa tudo para outro dia, vive driblando suas obrigações e faz patinar o desempenho de toda a equipe que integra. Por causa dele, nunca se consegue que alguma coisa, ainda que muito simples, seja feita a tempo e a hora. Além disso, a pessoa marcha lenta nunca é responsável pelo atraso ou não cumprimento de alguma obrigação. As falhas são sempre dos outros.

Quando alguém verdadeiramente se dispõe a levar um projeto em frente, encontra alternativas para superar imprevistos, contornar falhas ou esquecimentos dos companheiros e consegue, apesar dos contratempos, desincumbir-se do que lhe foi solicitado.

Use seus talentos e habilidades para produzir resultados e promover avanços, em vez de criar supostos motivos para justificar porque não dá para fazer nada do que lhe pedem.

Por mais engenhosas que sejam as desculpas do protelador compulsivo, um dia alguém acaba por fazer uma retrospectiva de seu desempenho e se dá conta de tudo roda normalmente na empresa até chegar à mesa dele. A partir daí, as coisas derrapam, as providências não são adotadas e perdem-se excelentes oportunidades. Então, com toda certeza, o resultado não será bom para ele.

Geraldo Bonadio

Jornalista

Mudanças sempre assustam

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mudancas-assustamVocê apresenta uma proposta inovadora, destinada a facilitar o trabalho das pessoas e a garantir melhores resultados à organização de que elas participam - empresa, escola, igreja, sociedade de amigos de bairro – e elas de pronto a rejeitam.

Não se surpreenda.

Todos amamos nossas rotinas. Isso vale, inclusive, para as pessoas muito inovadoras. Temos preferência por determinados alimentos, conseguimos produzir mais e melhor em determinado horário, usamos habitualmente certo tipo de roupa, lemos sempre o mesmo jornal, fechamos o dia assistindo aos mesmos programas de TV. Uma proposta de mudança no cardápio do almoço familiar de domingo pode dar origem a uma longa discussão.

Se as coisas são assim em relação a atos costumeiros, cuja alteração não traz problema algum, imagine o que ocorre quando se levanta a possibilidade de uma alteração no horário de trabalho – que obrigará muitas pessoas a rever a estruturação do seu dia-a-dia - ou da mudança no cardápio do refeitório da empresa certo dia da semana.

Ao colocar uma ideia nova na mesa de conversação, você fala de algo em que pensou durante semanas ou meses. Nesse meio tempo, poliu as arestas e eliminou pontos capazes de causar impactos negativos. Para todos os que ouvem, porém, a proposta é uma absoluta novidade, da qual, num primeiro momento, eles só veem os pontos que os obrigarão a alterar suas rotinas e a se submeter a um processo de adaptação. O estranhamento deles é absolutamente compreensível.

Para prevenir a rejeição, em vez de chegar com um pacote pronto, comece a trocar ideias, de modo informal, sobre as coisas que deseja modificar. Receba as reações negativas com naturalidade. Nunca diga ao colega discordante que não entendeu nada do que você quis dizer. Em vez disso, coloque-se na situação dele e tente compreender o porquê de uma reação tão negativa. Provavelmente descobrirá, em meio às coisas boas de seu projeto, pontos altamente negativos, merecedores de reformulação, que escaparam ao seu olhar na primeira revisão realizada.

Ao conversar com os outros, talvez se convença de que, ao contrário do que pensava de início, sua proposta reclama várias adaptações e alterações, para ser implantada sem resistências. Será um ganho para você. É mais simples eliminar uma parede na planta do que derrubar uma estrutura de alvenaria.

Qualquer mudança, num primeiro momento, assusta. Vemos de maneira muito clara os pontos que nos prejudicam e damos pouca ou nenhuma atenção àqueles que podem nos beneficiar. Se a reação é negativa, cuide primeiramente de desarmar a rejeição emocional.

Quando seus interlocutores estiverem calmos e de espírito desarmado, então – e só então – haverá clima para apresentar os pontos benéficos da alteração por você defendida e, progressivamente, ganhar para ela os corações e as mentes dos demais.

Geraldo Bonadio

Jornalista

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